Divisão audiovisual e cineclube promovido pelo coletivo Fórceps na cidade histórica de Sabará/MG, focado em produções audiovisuais brasileiras (mas com espaço para obras produzidas de forma independente em outros países) acessíveis na internet, na discussão em torno destas produções e na formação de público. Integrante do Clube de Cinema Fora do Eixo.
contato: cinebrasa@forceps.com.br

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Entenda a
proposta do CineBrasa

1.1.11

CineBrasa, a proposta

Inicialmente, o CineBrasa era um cineclube criado pelo Fórceps em Sabará (MG) para exibir filmes que considerássemos interessantes e apresentar convidados especiais comentando essas obras, de modo a permitir uma análise mais profunda por parte do público. Em seguida, veio a vontade de escrever sobre as obras audiovisuais que nos interessam e que consideramos importantes de serem conhecidas por mais pessoas. Depois (ou antes, ou simultaneamente, é difícil e reducionista delimitar tudo) vieram as produções autorais de pessoas envolvidas com o CineBrasa. Um pouco disso, um pouco daquilo, mais muita coisa inusitada (e que sempre torna tudo mais sincero e espontâneo) é o que forma o CineBrasa. Algo em constante transformação e que à medida que mais pessoas participam, se transforma.

No início, por exemplo, foi proposto que somente a produção audiovisual brasileira e produzida de forma independente fosse objeto do CineBrasa, tanto nas exibições no cineclube como em seu blog. Logo surgiram os primeiros questionamentos e chegou-se a uma posição (pois “conclusão” não seria o termo mais indicado) de que isso limitaria e, de certa forma, excluiria, muitas produções interessantes, resultando em uma mistura de curadoria/linha editorial quase xenófoba, um nacionalismo exacerbado desprovido de razão.

É óbvio que falta espaço para que as produções audiovisuais nacionais circulem e sejam assistidas por mais pessoas, mas limitar-nos a ela seria uma auto-exclusão inaceitável, um salto em direção ao caminho oposto do que almejamos: conectar pessoas e obras, promover a circulação da cultura, estimular o pensamento e a produção de obras que nos instiguem, que incomodem, que provoquem os mais diversos sentimentos (das mais variadas formas e nos mais diversos níveis).

E para isso fugimos da sisudez e do anacronismo típicos dos cineclubes pseudo-intelectuais e sua necessidade de presença física para ter acesso aos filmes. É por isso que um dos diferenciais do CineBrasa é que todas as obras selecionadas podem ser acessadas através da internet, seja através de streaming ou download. Essa é a nossa visão de um cineclube hoje, fruto do momento em que vivemos e de nossa relação com a tecnologia e as mídias digitais.

Acontecerão sessões semanais na sede do coletivo Fórceps, mas nada impedirá que qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta, interaja conosco e tenha acesso às mesmas produções que serão exibidas. Isso é o que acreditamos para um cineclube em 2011, uma mistura de blog, espaço de exibição e de discussão, uma integração entre bits e átomos. Um não-lugar (a internet) integrada a um espaço físico delimitado (a sede do Fórceps, espaço das exibições públicas).

Hoje, o CineBrasa é isso. A partir da sua participação, nenhum de nós sabe o que será. Ainda bem.

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